© Summit Entertainment

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O elenco parece indicar que estamos perante uma boa película de acção, esperanças que ficam mais ténues depois de ver o trailer. Mas é depois de ver o filme que nos questionamos o que se passa pela mente de Sigourney Weaver e Bruce Willis para aceitarem papéis em filmes como estes!

A história, que não prima pela originalidade, gira em torno de Will Shaw (Henry Cavill), um jovem empresário, em clara boa forma física, que é forçado a tornar-se um super-agente para salvar a sua família depois do seu pai, afinal um operativo da CIA, ser assassinado à sua frente. A meio ganha uma aliada, Lucia (Verónica Echegui), que o ajuda a despistar e desmascarar Jean Carrack (Sigourney Weaver), uma agente da CIA que quer vender uma mala (cujos os conteúdos nunca são realmente descritos) a um grupo terrorista.

O argumento é forçado e a realização nem sempre é brilhante, especialmente nas cenas noturnas: cenas de luta filmadas num cenário escuro em que não se vêm muito bem os movimentos dos oponentes não funcionam. Existem também outros pormenores que parecem mais próprios de maus filmes de acção dos anos 80 e 90, como o facto de Will usar a mesma arma todo o filme, disparar em todas as direcções e nunca precisar de recarregar a arma.

Henry Cavill não convence na maior parte do filme, mas talvez para algumas pessoas isso seja compensado pelo seu porte físico e pelos momentos em que encarna um quase super herói. A experiência de Sigourney Weaver chega apenas para manter a sua personagem credível e o (curto) desempenho de Bruce Willis (pai de Will Shaw) é razoável mas não tem tempo para explorar a sua personagem.

Mas nem tudo é mau! Algumas perseguições têm momentos emocionantes e que mostram a beleza da cidade de Madrid (juntamente com os múltiplos McDonalds e franchises semelhantes). Verónica Echegui também tem um impacto positivo no resultado final, dando a Lucia uma naturalidade que torna o filme mais leve e agradável. Será que isto compensa tudo o resto? Será que chega? A nossa opinião é que, infelizmente, não!

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