© Warner Bros.

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2,5 estrelas

Perseu, depois das atribulações do primeiro filme, encontra finalmente a suprema felicidade dedicando-se à pesca. Claro que, como "Confronto de Titãs" até nem vendeu mal, será sempre interessante recuperar o mesmo herói e, inventando uma história que faria dar várias voltas ao túmulo aos criadores dos mitos helénicos, lá vem uma sequela.

Desta vez, o Tártaro é o palco de uma revolta de Ares e Hades, que julgaram ser uma excelente ideia libertarem Cronos, o titã, como forma de vingança contra Zeus.

Certo é que Jonathan Liebesman pega num mau argumento e com uma esplêndida ajuda de efeitos especiais de ponta consegue submergir o espectador na acção, fazendo-o esquecer de quão pobres são os diálogos. Sam Worthington é um Perseu cheio de angústia existencial e a quem tudo acontece, mas que já não convence num papel de herói de acção, a quem se junta Liam Neeson no papel de um Zeus sofrível, Ralph Fiennes como Hades e Rosamund Pikes como Andromeda, conseguindo todos eles nada mais do que um resultado medíocre em termos de interpretação.

A banda sonora perde-se no barulho de hidras a regurgitarem fogo e minotauros a babarem-se para cima de dos personagens, ao que se associa uma fotografia que sendo conveniente, não surpreende.

É com alguma tristeza que se verifica que aquilo que poderia ser a mitologia grega associada ao potencial tecnológico actual resulta apenas num resultado pobre, de filme de acção com mau argumento, onde mudaram simplesmente o cenário e as personagens. As férias da Páscoa chegaram e poderá agradar a um público jovem que queira assistir a uma hora e meia de pancadaria enterrado na cadeira do cinema a apreciar um excelente uso da tecnologia 3D, mas infelizmente fica-se por aqui.

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