© Scott Free Productions

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4 estrelas

No momento em que um avião com trabalhores de uma companhia de petróleo se despenha no meio do Alaska, começa a luta de sete homens pela sua sobrevivência. Entre os sete encontra-se Ottway (Liam Neeson), cujas razões para viver fazem apenas parte do passado, mas que acabará por guiar os restantes na luta contra a matilha de lobos que os persegue.

Logo desde o início, Joe Carnahan joga com os tons da fotografia para mostrar o lado desolado, frio, indiferente das planícies do Alaska, onde trabalha Ottway, em pleno contraste com as suas memórias, dolorosamente reconfortantes, calorosas e luminosas. A fotografia é, aliás, um dos trunfos deste filme marcando o tom de cada parte da narratica e mostrando a beleza cruel da paisagem onde a acção se passa.

Simplicidade e realismo são outras das características de “The Grey – A Presa”. Desde a alucinante queda do avião até à interacção das personagens que não existem eufemismos ou tentativas de puxar a lágrima do espectador, apenas as situações como elas são. Tal como na história em que o Homem encontra-se sujeito à natureza possuindo apenas os seus intintos e as suas qualidades essenciais como indivíduos, também o filme está nu de efeitos especiais.

Sem distrações, as atenções voltam-se então para o elenco que, embora sem nomes muito soantes, apresenta um trabalho colectivo notável sendo necessário destacar Liam Neeson que aqui tem um dos seus papéis mais conturbado e másculo.

Num dos trailers é possível ler um comentário “É um filme de homens para homens” e, sendo realmente a testosterona um elemento essencial neste filme, prova-se também, por esta que vos escreve, que não é restrito a espectadores do sexo masculino.

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