© Lionsgate

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4 estrelas

Para quem leu o livro e conhece a história, o filme conseguiu manter-se fiel ás palavras de Suzzanne Collins mais do que se esperava. O realizador Gary Ross, consegiu captar a essência do filme, apesar de alguns detalhes que emolduravam a história terem sido retirados. Foi deixado apenas o essencial, o percurso até aos Jogos da Fome e a respectiva luta.

Foi retratada no filme nova visão sobre os Jogos. Enquanto no livro seguimos o relato segundo o ponto de vista de Katniss, no filme conseguimos ver o que há por detrás dos Jogos como são feitos e as "negociações" que há entre os Mentores e Patrocinadores. Temos o ponto de vista dos espectadores no Distrito 12, do Capitólio e dos próprios programadores que inserem os vários desafios na arena. Ao vermos a programação dos Jogos percebemos que para os membros do Capitólio, os Jogos da Fome são apenas um programa de divertimento do qual tiram prazer e no qual apostam.

Destaca-se o desempenho da jovem atriz Jennifer Lawrence, que fez justiça à personagem Katniss transmitindo toda a força e determinação. Josh Hutcherson conseguiu ser tão amoroso como Peeta e fez muitas raparigas suspirar no cinema. Elizabeth Banks foi um primor como Effie Trinket, não só por conseguir criar um sotaque completamente novo, mas também pelas suas roupas excêntricas e penteados coloridos já conhecidos da personagem. Lenny Kravitz saiu-se bem como Cinna, curiosamente, sendo a personagem o estilista era o único que estava vestido mais normalmente.  Woody Harrelson captou toda a graça e "boas maneiras" de Haymitch.

A criação do Capitólio e os seus habitantes foi um bónus no filme. As cores, os penteados e as roupas extravagantes contrastavam com a neutralidade e pobreza no Distrito 12. Os edificios com arquitectura extraordinária, a arena pela qual desfilaram os Tributos, a tecnologia e até a comida mostravam como era a vida no Capitólio.

Basicamente, os fãs da trilogia não ficarão totalmente desapontados com o primeiro filme e vão sair do cinema a desejar que os próximos cheguem depressa. Quem não leu os livros vai acabar por se sentir tentado a fazê-lo e vai desesperar tanto quanto quem leu.

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Este conteúdo foi produzido por alunos da cadeira de Comunicação Digital do curso de Comunicação Social da Universidade Católica Portuguesa, ao abrigo do protocolo entre a Universidade e o MSN Portugal